A noite de ontem...
A noite de ontem começou com uma grande encenação.
Um teatro bem feito, com personagens e falas definidas, desempenhando seu papel com total desenvoltura e maestria.
Após os aplausos, recolheram-se as atrizes, os assistentes e os diretores para o seu mais importante papel. Ser você mesmo. Assumir a realidade e não fingir nada.
A sintonia é perfeita. Risos, histórias, brincadeiras, alegria... Tudo acabava se misturando, contagiando uns e outros que passavam perto de nós.
O sorriso largo no rosto de cada um não escondia a euforia, a felicidade. E mesmo nos momentos tensos, nos flagras e na vergonha, o sorriso continuava ali. Existia um motivo maior para ele, não apenas um fato momentâneo, uma virada de vento.
Palavras que escapavam da boca de todos, agiam como laços, unindo um a um dos que ali estavam. Palavras que dançavam ao vento, se entrelaçando e desvendando mistérios que há muito eram escondidos, que a muito doíam e tiveram seus momentos de alivio.
Amizade. Era isso que emanava daquele grupo que se reunia assim que fosse necessário.
Eu me sentia uma intrusa, e por muitos momentos passou pela minha cabeça buscar um real motivo para continuar me expondo. Para continuar a ser sincera e colocar pra fora o que há tanto tempo eu guardo dentro do meu peito com tanto cuidado e com tanto carinho. Lembranças que foram tatuadas pelo tempo na alma e que jamais se desfarão.
E quando eu menos espero, como fumaça os amigos somem e ao meu lado fica apenas a pessoa mais importante, aquela a qual eu não consigo desviar meus olhos. Aquela que faz com que eu me perca na imensidão de seus olhos procurando alguma barreira, algum temor... Nada.
Quando meu coração se acalmou e a brecha foi aberta, eu senti a flecha cravar certeira, de onde ela nunca vai sair.
“Amor, tu quer namorar comigo?”
“Tu sabe que sim.”
Quando esta flecha for retirada, eu sei, sangrarei. Não sei se me levará a morte, mas agora que ela esta enterrada em meu peito eu não vou testar retirá-la. Continuarei com ela presa em mim, até que seja necessário. Até que meu coração pare de bater.
A noite de ontem começou com uma grande encenação.
Um teatro bem feito, com personagens e falas definidas, desempenhando seu papel com total desenvoltura e maestria.
Após os aplausos, recolheram-se as atrizes, os assistentes e os diretores para o seu mais importante papel. Ser você mesmo. Assumir a realidade e não fingir nada.
A sintonia é perfeita. Risos, histórias, brincadeiras, alegria... Tudo acabava se misturando, contagiando uns e outros que passavam perto de nós.
O sorriso largo no rosto de cada um não escondia a euforia, a felicidade. E mesmo nos momentos tensos, nos flagras e na vergonha, o sorriso continuava ali. Existia um motivo maior para ele, não apenas um fato momentâneo, uma virada de vento.
Palavras que escapavam da boca de todos, agiam como laços, unindo um a um dos que ali estavam. Palavras que dançavam ao vento, se entrelaçando e desvendando mistérios que há muito eram escondidos, que a muito doíam e tiveram seus momentos de alivio.
Amizade. Era isso que emanava daquele grupo que se reunia assim que fosse necessário.
Eu me sentia uma intrusa, e por muitos momentos passou pela minha cabeça buscar um real motivo para continuar me expondo. Para continuar a ser sincera e colocar pra fora o que há tanto tempo eu guardo dentro do meu peito com tanto cuidado e com tanto carinho. Lembranças que foram tatuadas pelo tempo na alma e que jamais se desfarão.
E quando eu menos espero, como fumaça os amigos somem e ao meu lado fica apenas a pessoa mais importante, aquela a qual eu não consigo desviar meus olhos. Aquela que faz com que eu me perca na imensidão de seus olhos procurando alguma barreira, algum temor... Nada.
Quando meu coração se acalmou e a brecha foi aberta, eu senti a flecha cravar certeira, de onde ela nunca vai sair.
“Amor, tu quer namorar comigo?”
“Tu sabe que sim.”
Quando esta flecha for retirada, eu sei, sangrarei. Não sei se me levará a morte, mas agora que ela esta enterrada em meu peito eu não vou testar retirá-la. Continuarei com ela presa em mim, até que seja necessário. Até que meu coração pare de bater.